CHINA VAI ENSINAR ALEMÃO, ESPANHOL E FRANCÊS NAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS DO PAÍS




      O Ministério de Educação da China incluiu espanhol, alemão e francês nas escolas secundárias do país, como parte do novo programa educacional no país. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (17/01) pela agência estatal Xinhua.

      Segundo o chefe do grupo de especialistas que revisou as políticas educacionais do país, Wang Zhan, os novos idiomas foram incluídos por estarem na lista dos mais usados pelo mundo e cobrirem uma grande região do globo. O país já ensina em suas escolas inglês, japonês e russo.

      A medida entra em vigor no outono (primavera no Brasil) e, segundo Wang, outras línguas serão adicionadas ao currículo no futuro.

      O novo programa educacional também vai trazer, de acordo com Wang, temas como o pensamento do presidente Xi Jinping sobre o socialismo com características chinesas, a tradição revolucionária do país asiático, entre outros temas.

      A China tem tentado estreitar seus laços com a América Latina e, em múltiplas ocasiões, as autoridades do país afirmaram que pretendem aumentar os convênios com a região. O próprio Xi Jinping visitou, nos últimos anos, diversos países latino-americanos.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/48714/China+vai+ensinar+alemao+espanhol+e+frances+nas+escolas+secundarias+do+pais.shtml?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=boletim_OM_17_01
Acesso em: 18 jan. 2018.

CAPES DESCREDENCIA CURSOS EM UNIVERSIDADES DE PONTA


      Conhecimento é poder, e em tempos de crise econômica, social e política, pode ser uma arma na retomado do bem-estar coletivo e pessoal. O profissional que conclui um curso qualificado de pós-graduação tem, de modo geral, maiores oportunidades de trabalho. Já os países que investem em pesquisa e inovação lançam mão de estudos que podem se tornaram políticas públicas importantes.

      A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) analisou 4.175 programas de mestrados e doutorados em funcionamento há pelo menos um ano, atribuindo notas de 0 a 7 para cada um. Aqueles que ganham notas 0, 1 e 2 são descredenciados da Capes – responsável pela distribuição de bolsas de estudo – e recebem recomendação para fechar; cursos com nota 3 e 4 são classificados como médios e estão credenciados; 5 e 6 como muito bons e de excelência nacional, e 7 são os cursos de excelência, atendendo padrões internacionais de avaliação.

      Na Avaliação Quadrienal 2017, a Capes descredenciou 119 programas, o que corresponde a 2,8% do total de programas em andamento. Alguns deles em universidades de ponta, como USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UNB (Universidade de Brasília), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), e UFABC (Universidade Federal do ABC).

      Na USP, seis programas avaliados pelas áreas de História, Módulo Interdisciplinar, Letras, Nutrição e um de Medicina terão de fechar. Na UFRJ os descredenciados estão nas Ciências Políticas,
Farmácia, Letras e Interdisciplinar. Na UFMG um é da Engenharia e o outro da Medicina. Os sete cursos da UNB agora inaptos estão nas áreas da Biodiversidade, Engenharia e Interdisciplinar. A UFABC perdeu o credenciamento da Capes para um mestrado e um doutorado avaliado pela área Interdisciplinar e alocados nas Ciências Humanas e Sociais.

      Para o presidente da Capes, Abílio Baeta Neves, o fechamento dos programas em universidades com histórico de bom desempenho reflete, de modo geral, o envelhecimento dos cursos. “A maioria deles tem problemas em renovar o corpo docente e as linhas de pesquisa, e ficam antiquados, perdem a capacidade de se reformular e produzir inovação.”

      Do total de cursos da Avaliação Quadrienal, 33% receberam nota 3 e 35% nota 4. O fato de mais da metade dos programas estarem na linha média de qualificação não significa, no entanto, mau desempenho.

      Todos os cursos iniciam com nota 3, e mantém as notas iniciais por dois ou três anos, tempo em que os programas produzem as qualificações necessárias para galgar as categorias de desempenho. A região Norte do país é que a apresenta proporcionalmente o maior número de cursos com avalição 3 (50%) e  4 (32%). O dado mostra, então, o caráter não consolidado desses mestrados e doutorados.

      Os cursos que recebem as nota 5 atingiram o nível de excelência nacional correspondem a 14% de todos os programas em andamento. A região Sudeste é onde os cursos mais antigos do país tiveram início, no final dos anos de 1960 e começo da década de 1970. É a região com maior concentração de programas de excelência (16%). Mas é também, por ter os cursos mais antigos, a região que teve o maior número de cursos com notas diminuídas (14%) em comparação com a última Avaliação Quadrienal, feita em 2013.

      De 2013 para cá a oferta de mestrados aumentou 17%, o de doutorado 23% e a de mestrado profissional cresceu consideráveis 77%. Isso em todo o país. Os mestrados profissionais são aqueles projetados a partir das necessidades de conhecimento do mercado; um fenômeno educacional nascido na década de 1990. Nos últimos anos, a universidades públicas estão dando mais atenção aos programas profissionais, e a procura só cresce. Para Neves, o motivo é a busca por melhores oportunidades de emprego, acentuada pela alta taxa de desocupação dos últimos anos.

      A avaliação da Capes observa nos programas de mestrado e doutorado a concentração e linhas de pesquisa, os projetos em desenvolvimento por docentes e alunos, as disciplinas e outras atividades de formação dos alunos. Com relação ao corpo docente são registradas informações relativas à formação, prestígio, reconhecimento nacional e internacional, distribuição das atividades docentes, de pesquisa e orientação, participação em atividades da graduação.  Para os discentes são registradas informações do número de titulados, qualidade dos trabalhos de conclusão, tempo mediano de titulação, fluxo de matrículas, desligamentos, titulações e participação de alunos e egressos na produção científica do programa. A produção intelectual inclui a produção veiculada em artigos científicos ou livros e a produção técnica de docentes com ou sem a participação de alunos e egressos.

      Os cursos que recebem as notas 6 e 7 atingiram o nível de excelência internacional correspondem a 16% de todos os programas em andamento. Os cursos que recebem a nota 7, a mais alta, atendem a padrões internacionais de classificação. Para a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, o critério é ruim porque condecora a produção de conhecimento que não está atenta às necessidades do Brasil, priorizando, por exemplo, a publicação de artigo em revistas internacionais de alto impacto. “Muitas vezes esses artigos são encomendados por agências internacionais que não estão interessadas em questões relevantes para nós. Por que não levamos em conta a produção de conhecimento para diminuir a desigualdade social como critério de avaliação, por exemplo, e o impacto da pesquisa naquela comunidade onde está a instituição de ensino?”

      A produção intelectual cresceu com intensidade em comparação com a avaliação de 2013: 89% no número de artigos em periódicos, 80% na produção de livros e capítulos de livros e 82% na produção técnica.

      Tamara reforça ainda que o material produzido pela Capes mostra o crescimento qualificada da oferta de pós-graduação no país, mas é subutilizado, porque ele também identifica assimetrias entre os estados e regiões, mas não é usado para corrigir essas assimetrias. “Usamos os mesmos critérios para regiões com questões sociais e econômicas completamente distintas. A avaliação da Capes serve para orientar os financiamentos públicos, e existem desigualdades profundas entre os estados. Esses dados devem servir para reorientar as políticas, do contrário elas irão produzir mais desigualdade.”

Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/sem-categoria/capes-descredencia-cursos-em-universidades-de-ponta/
Acesso: 16 jan. 2018.

É POR ISSO QUE VOCÊ VAI QUERER MATRICULAR SEU FILHO EM UMA ESCOLA FINLANDESA

      As escolas na Finlândia estão entre as melhores do mundo, por uma série de razões. Abaixo, confira 14 delas, reunidas pelo portal Bright Side.

14. Tudo é gratuito


 
      A educação finlandesa é gratuita. Tudo nela também, incluindo almoços, excursões e material escolar. Se os alunos vivem a mais de 2 km da escola, um ônibus escolar especial os transporta para a instituição. Todas essas despesas são cobertas pelo país. Mais de 12,2% do orçamento da Finlândia é alocado para a educação.

13. Abordagem individual para cada aluno


       Os alunos podem realizar tarefas de diferentes complexidades dependendo de suas habilidades. Crianças com diferentes habilidades físicas e mentais estudam juntas. Se um aluno não desempenha tão bem em algum tema, os professores podem organizar lições individuais para ele. Há também algumas disciplinas adicionais, como outras línguas. Por fim, o aluno ainda pode escolher uma atividade útil para si mesmo, quando uma lição não é interessante para ele. Neste caso, o aluno pode envolver-se na leitura de um livro ou em costura, por exemplo.

12. Notas são anunciadas apenas para o aluno


 
      O sistema de classificação na Finlândia tem 10 pontos. No entanto, não existem notas nas escolas finlandesas antes da 3ª série. Da 3ª até a 7ª série, há apenas notas verbais começando com “pode ser melhor” até “perfeito”, e apenas o aluno conhece essa sua classificação. Os alunos não são repreendidos por suas notas, e elas só são necessárias para motivar uma criança a aperfeiçoar seu conhecimento e corrigir seu plano de estudo individual.

11. Eles podem ir para as aulas de pijama, se quiserem


 
      Não há uniforme nas escolas finlandesas. Os alunos podem ir para as aulas vestidos como quiserem. Não há requisitos – como essa criança usando meias, mas sem sapatos.

10. Durante uma lição, uma criança pode se sentar no sofá ou se deitar no tapete


 
      As crianças não precisam ficar sentadas em sua mesa. Durante uma aula, elas podem se sentir mais confortáveis em poltronas ou no chão. Se o tempo estiver quente, as lições podem ser realizadas em um gramado perto da escola, ou em bancos especiais situados na forma de um anfiteatro.

9. Há muito pouco dever de casa


 
      Na Finlândia, as crianças devem descansar e passar tempo com sua família, em vez de fazer muita lição de casa. Esse dever leva muito pouco tempo e pode ser muito interessante. Por exemplo, para uma lição de história, um aluno pode ser convidado a entrevistar sua avó para descobrir como era a vida nos anos 50, e encontrar as diferenças entre ela e o mundo moderno.

8. Não há exames


 
      Entre estar preparado para a vida ou para exames, a Finlândia escolheu a primeira opção. É por isso que não há exames nas escolas do país. Os professores podem dar testes a seu critério. Existe apenas um exame padrão obrigatório, realizado aos 16 anos, quando os alunos se formam no ensino médio.

7. Em algumas escolas na Finlândia, não há disciplinas obrigatórias


 
      Uma das novas direções do sistema educacional finlandês é a aprendizagem baseada em fenômenos. Em vez de lições, existem sessões de seis semanas onde estudantes estudam um tópico a partir de diferentes ângulos. Por exemplo, o tema “migração” pode ser analisado do ângulo da geografia (de onde os migrantes vieram), da história (o que aconteceu antes) e da cultura (que tradições eles têm). As crianças criam perguntas e buscam as próprias respostas.

6. As escolas finlandeses têm os intervalos mais longos do mundo


 
      Por mais interessante que seja a lição, o momento preferido de qualquer criança é o intervalo. Crianças na Finlândia têm 15 minutos de descanso depois de cada 45 minutos de estudo.

5. Ser professor na Finlândia é legal


 
      A competição pela Faculdade de Educação da Universidade de Helsinque, por exemplo, é de 20 pessoas para cada posição. O número de pessoas que querem ensinar excede a quantidade de outras posições em 10 vezes. Ensinar é uma profissão de prestígio na Finlândia, o que pode fazer com que as crianças sejam ensinadas pelos melhores professores. Não existe um programa rigoroso de educação. Cada professor decide por si mesmo quais livros e programas usar. Além do professor, há um assistente especial observando e ajudando as crianças a fazerem o seu trabalho.

4. Os alunos aprendem habilidades que precisarão na vida


 
      Nas aulas de natação, os alunos aprendem a reconhecer os sinais de que uma pessoa está se afogando. Nas aulas de ambiente doméstico, eles são ensinados a cozinhar, tricotar e costurar. Muita atenção é dada ao cuidado com a natureza. Além disso, os estudantes podem criar um site ou um portfólio com suas habilidades. As escolas finlandeses priorizam a capacidade de aprender e se adaptar a um mundo sempre em mudança. Não há necessidade de decorar nada, porque a internet está sempre disponível para isso.

3. As escolas são igualmente boas


 
      Não há necessidade de ficar horas escolhendo uma escola na Finlândia. Os alunos geralmente frequentam a escola mais próxima, porque não há escolas de “elite”. Não importa onde você mora, sempre terá acesso a uma escola com professores qualificados, bons materiais escolares e alimentos de alta qualidade.

2. Os alunos escolhem por si mesmos o que comerão no almoço


 
      A comida nas escolas finlandesas é variada e gratuita. O menu é anunciado no site da escola um mês antes, para que as crianças possam consultá-lo e “colocar no carrinho” tudo o que gostam. Dietas diferentes são incluídas no menu, e existem até opções vegetarianas.

1. As escolas podem realizar “festas do pijama”


 
      Às vezes, as crianças levam sacos de dormir e permanecem na escola durante a noite com os professores. Eles assistem filmes, brincam e dormem juntos no ginásio. De manhã, tomam café da manhã com sorvete.
 
Fonte: https://hypescience.com/e-por-isso-que-voce-vai-querer-matricular-seu-filho-em-uma-escola-finlandesa/
Acesso em: 14 jan. 2018.

OITO LIÇÕES FINLANDESAS SOBRE EDUCAÇÃO



Ensino finlandês é uma das referências mundiais em qualidade da educação


      Dona de um dos sistemas de ensino mais elogiados do mundo, a Finlândia recebeu, de fevereiro a julho deste ano, 35 professores de institutos federais brasileiros para treinamento e capacitação.

      Embora em 2012 o país nórdico tenha caído do topo para a 12ª posição do Pisa, o principal exame internacional de educação (o Brasil ficou na 58ª posição do ranking, entre 65 países), ele ainda é apontado pela OCDE – a entidade que aplica o Pisa – como "um dos líderes mundiais em performance acadêmica" e se destaca pela igualdade na educação, alta qualificação de professores e por constantemente repensar seu currículo escolar.

      Os docentes brasileiros foram selecionados pelo programa Professores para o Futuro, do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério da Educação), para passar cinco meses estudando a educação finlandesa.

      A BBC Brasil conversou com quatro desses professores, para conhecer o que viram na Finlândia e saber se lições trazidas de lá podem facilitar seu trabalho em sala de aula e melhorar o aprendizado nas instituições públicas de ensino onde atuam.

      Apesar das diferenças com o sistema brasileiro, os professores disseram ver como "pequenas revoluções" o que podem agregar do ensino finlandês em suas rotinas.

      "Vou começar com um trabalho de formiguinha, mostrando aos meus colegas o que aprendi, gravando minhas aulas e adaptando (as metodologias) à nossa realidade e aos nossos estudantes", diz a professora Giani Barwald Bohm, do Instituto Federal Sul-rio-grandense.

      Os 25 institutos federais que enviaram professores ao país nórdico reúnem cursos de ensino médio, profissional e superior com ênfase em ciência e tecnologia.
Veja o que os professores aprenderam na Finlândia:

1. Usar mais projetos nas aulas


    Os professores entrevistados pela BBC Brasil dizem que projetos elaborados por alunos e a resolução de problemas estão ganhando protagonismo no ensino finlandês, em detrimento da aula tradicional.

      São as metodologias chamadas de "problem-based learning" e "project-based learning" (ensino baseado em problemas ou projetos). Neles, problemas – fictícios ou reais da comunidade – são o ponto de partida do aprendizado. Os alunos aprendem na prática e buscam eles mesmos as soluções.

      "Os projetos são desenvolvidos sem o envolvimento tão direto do professor, em que os alunos aprendem não só o conteúdo, mas a gerir um plano e lidar com erros", diz Bruno Garcês, professor de Química do Instituto Federal do Mato Grosso, que pretende aplicar o método em aulas de experimentos práticos.
Professores brasileiros passaram cinco meses em capacitação na Finlândia


      Os professores brasileiros visitaram, na Finlândia, cursos superiores baseados inteiramente nessa metodologia.

      "Um curso de Administração tem disciplinas tradicionais no primeiro ano. Mas, nos dois anos e meio seguintes, os alunos deixam de ter professores, passam a ter tutores, formam empresas reais e aprendem enquanto desenvolvem o negócio", diz Francisco Fechine, coordenador do Instituto Federal de Tecnologia da Paraíba.

      Não é uma estrutura que sirva para qualquer tipo de curso, mas funciona nos voltados, por exemplo, a empreendedorismo, explica Joelma Kremer, do Instituto Federal de Santa Catarina.

      "E os alunos têm uma carga de leitura, para buscar (nos livros) as ferramentas que precisam para resolver os problemas."

2. Foco na produção de conteúdo pelos alunos


      A resolução de problemas e projetos é parte de um ensino mais centrado na produção do próprio aluno. Ao professor cabe mediar a interação na sala de aula e saber quais metas têm de ser alcançadas em cada projeto.

      "Nós (no Brasil) somos mais centrados em o professor preparar a aula, dar e corrigir exercícios. O aluno faz pouco. Podemos dar mais espaço para o aluno avaliar o que ele vai desenvolvendo", diz a professora Giani Barwald Bohm, do Instituto Federal Sul-rio-grandense.

      "No modelo tradicional de ensino, quem mais aprende é o professor. Lá (na Finlândia) é o aluno quem tem de buscar conteúdo, e o professor tem que saber qual o objetivo da aula. Para isso você não precisa de muita tecnologia, mas sim de capacitação (dos docentes)", agrega Joelma Kremer.

Professores Fechine, Bruno Garcês e Kelly Santos em sala de aula finlandesa: mais projetos práticos e autonomia dos alunos

3. Repensar o papel da avaliação


      Nesse contexto, a avaliação tem utilidade diferente, diz Kremer: "A avaliação está presente, mas os alunos se autoavaliam, avaliam uns aos outros, e o professor avalia os resultados dos projetos".

      "Ao reduzir o número de testes (formais) e avaliar mais trabalhos em grupo e atividades diferentes, os professores têm um filme do desempenho do aluno, e não apenas a foto (do momento da prova)", diz Fechine.

      "Conhecemos um professor de física finlandês que avaliava seus alunos pelos vídeos que eles gravavam dos experimentos feitos em casa e mandavam por e-mail ou Dropbox."

4. Usar tecnologia e até a mobília para ajudar o professor


      A tecnologia não é parte central desse processo, mas auxilia o trabalho do professor em estimular a participação dos alunos finlandeses.

      "Em vez de proibir o celular, os professores os usam em sala de aula para estimular a participação dos alunos – por exemplo, respondendo (via aplicativos especiais) enquetes que tivessem a ver com as aulas", conta Kremer.

 Algumas salas têm mobília especialmente projetada para que os alunos possam ser agrupados ou separados

Salas especialmente projetadas e tecnologia amparam o trabalho do professor


      "Isso torna a aula mais interessante para eles. E é complicado para a gente ficar dizendo, 'desliga o celular', algo que já começa estabelecendo uma relação de antipatia com o aluno."

      Os professores brasileiros também conheceram algumas salas de aula com mobília especialmente projetada, diferente do modelo tradicional de cadeiras individuais voltadas à lousa.

      "Muitas salas têm sofás, poltronas, mesas ajustáveis para trabalhos individuais ou em grupo e vários projetores", agrega Kremer. "É um mobiliário pensado para essa metodologia diferente de ensino."

      Fechine vai reproduzir parcialmente a ideia no Instituto Federal da Paraíba, trocando as carteiras de braço por mesas que possam ser agrupadas para trabalhos.

5. Desenvolvimento de habilidades do século 21


      A professora Giani Barwald Bohm conta que o ensino fundamental finlandês continua dividido em disciplinas tradicionais, mas focado cada vez mais no desenvolvimento de habilidades dos alunos, e não apenas na assimilação de conteúdo tradicional.

      "(São desenvolvidas) competências do século 21, como comunicação, pensamento crítico e empreendedorismo", diz ela.

      Para Fechine, estimular a independência do estudante é uma forma de romper o ciclo de "alunos passivos, que só fazem a tarefa se o professor cobrar, interagem muito pouco".

 
Universidade de Tampere, na Finlândia; jornada escolar finlandesa tem intervalos mais frequentes 


6. Intervalos mais frequentes entre as aulas


      A Finlândia adota aulas de 45 minutos seguidas de 15 minutos de intervalo na educação básica – prática que Bruno Garcês acha que poderia ser disseminada por aqui. "Tira a tensão de ficar tantas horas sentado", diz.

      Fechine também considera a ideia interessante, mas aponta que a grande carga horária no ensino médio brasileiro dificulta sua aplicação e lembra que na Finlândia ela é acompanhada de uma forte cultura de pontualidade. "As aulas começam no horário e aluno rapidamente entra na (rotina de) resolução de problemas."

7. Cultivar elos com a vida real e empresas


      Muitos dos projetos dos estudantes finlandeses são tocados em parcerias com empresas, para aumentar sua conexão com a vida real e o mercado de trabalho, algo que Garcês acha que poderia ser mais frequente no Brasil.

      "Aqui na área rural do Mato Grosso podemos ter uma interação maior com as fazendas locais, ministrando aulas a partir do que os produtores rurais precisam."

      A vantagem disso é que o aluno vê sentido prático e profissional no que está aprendendo, explica Giani Barwald Bohm. "Ele desenvolve algo diretamente para o mercado de trabalho, que vai ter relevância para o próprio estudante e é contextualizado com as empresas locais."

      Ela destaca também as competições de habilidades práticas desenvolvidas por escolas locais (um preparativo para a competição internacional WorldSkills, que neste ano será realizada em São Paulo, pelo Senai, entre quarta e sábado desta semana).

      "As empresas são envolvidas na organização e acompanham os alunos no dia a dia e até ficam de olho para contratá-los depois."

 Competição de habilidades entre alunos finlandeses; ensino é voltado para a prática


8. Formação mais prática e valorização do professor


      A formação dos professores é apontada como a principal chave do sucesso do ensino finlandês. Os brasileiros observaram lá uma capacitação mais prática, voltada ao dia a dia da sala de aula, e mais interação entre o corpo docente.

      "Algumas salas têm dois professores - um como ouvinte do outro caso seja menos experiente", relata Fechine.

      "Há uma relação mais direta (entre os professores), com muita conversa entre quem dirige o ensino e quem dá aula", agrega Barwald Bohm.

      "Além disso, há uma valorização cultural do professor lá, semelhante à de outras profissões. O salário é equivalente e as condições de trabalho dão bastante tempo para o planejamento das aulas", diz Bruno Garcês.

 Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150807_finlandia_professores_brasileiros_pai
Acesso em: 12 jan. 2018.
ENSINO MERCANTIL E DEMISSÃO EM MASSA DE PROFESSORES NO ENSINO SUPERIOR PRIVADO

Em busca do lucro, as instituições modificaram currículos, suprimiram disciplinas e rearranjaram turmas, tais medidas foram forjadas sob olhar complacente do MEC. Mesmo olhar que hoje o autoriza, diante das demissões em massa no ensino superior.

Novo Curso: Reflexões e Técnicas para o Ensino da Ortografia - Instituto Veritas/INVICTO


A Ortografia pode ser considerada como um conjunto de normas que regulam a escrita, ela estipula as regras para se escrever as palavras corretamente e saber utilizá-las.
 Dessa forma, a Ortografia está intrinsecamente ligada à aprendizagem da escrita conforme o que é estabelecido pela norma culta da Língua, padronizando-a e organizando-a; assim estabelecida por uma convenção determinada por estudiosos e especialistas na Linguagem, a escrita não fica a mercê e nem se torna fortemente influenciada pela oralidade e regionalidade dos diversos tipos de falantes.

COMO DESPERTAR O MELHOR EM NOSSOS JOVENS?



COMO DESPERTAR O MELHOR EM NOSSOS JOVENS?

Só 11% dos jovens de 30 países, incluindo o Brasil, experimentam altos níveis bem-estar e abundância de oportunidades individuais de acordo com o recém-lançado Índice Global de Bem Estar Juvenil
Tenho uma lembrança muito nítida dos meus 17, 18 anos. Como a maioria das pessoas nessa idade, sonhava em me formar, conseguir um bom emprego e construir uma carreira de sucesso. Mas tinha um problema: eu não tinha uma vocação muito nítida, nem um dom especial. Imagino que boa parte dos jovens, assim como eu, não consegue identificar esse talento tão precocemente. Decidi, então, prestar vestibular para Administração e para Jornalismo. Ao final, fiquei com a primeira opção, por grande influência do meu pai. Ele achava que se tratava de uma formação mais completa, que me permitiria pavimentar melhor a minha estrada para uma vida próspera e feliz.

BASE CURRICULAR DEVE INCLUIR 

O BRINCAR NA 

EDUCAÇÃO 

INFANTIL, DIZ ESPECIALISTA


 Rio de Janeiro - Ato Arte Pela Liberdade, #CensuraNuncaMais pede liberdade cultural e democracia em evento direcionado para as crianças na Praça Mauá, zona portuária da capital fluminense (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Brasil deve concluir, ainda neste ano, a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que embasará os currículos da escolaridade básica, em todos os estados e municípios. O tema foi debatido no 7º Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado nesta terça-feira (7). Reunidos em Fortaleza, especialistas em desenvolvimento de crianças com até 6 anos disseram que a interação e o brincar precisam ser reconhecidos como eixos estruturantes da educação infantil.

CONRAD WOLFRAM: “80% DO QUE SE APRENDE NAS AULAS DE MATEMÁTICA NÃO SERVE PARA NADA”

 Conrad Wolfram questiona atual ensino de matemática

Físico, que ficou conhecido após palestra no TED viralizar e que está mudando o ensino de matemática, aposta no fim dos cálculos à mão.

Conrad Wolfram (Oxford, 1970) avalia que nós temos um problema com a matemática. Ninguém está satisfeito: os estudantes acham que é uma matéria difícil e desinteressante, os professores se sentem frustrados com os resultados de seus alunos e os governos sabem que ela é importante para a economia, mas não sabem como atualizar os currículos escolares. “Vivemos em um mundo cada vez mais matemático, mas o seu ensino está estancado”, avalia Wolfram, físico e matemático formado pela Universidade de Cambridge e fundador da Computer Based Math, uma empresa focada na revisão do ensino da matemática que lançou há dois anos o seu programa piloto numa parceria com o Governo da Estônia.

ARQUITETURA DA ESCOLA AUXILIA NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM


Positivo: mobilidade permite que os conteúdos sejam abordados em estações de aprendizagem específicas. | Divulgação.

 

Versatilidade dos espaços permite mudanças de acordo com o aspecto de ensino e aprendizagem a ser priorizado


Referência mundial na educação, a Finlândia leva inovação para seus modelos de escola: a estrutura física das instituições de ensino também começa a acompanhar as inovações educacionais que tornaram o país um modelo de sucesso.
 'NOVO ANALFABETISMO': 
por que tantos alunos latino-americanos terminam ensino fundamental sem ler ou fazer contas.

Estudantes


A conclusão do ensino fundamental é uma etapa essencial da vida estudantil, mas para grande parte dos alunos latinos-americanos ela é concluída sem que sejam aprendidas habilidades mínimas.

A EDUCAÇÃO PRECISA TORNAR A CORRUPÇÃO TÃO REPULSIVA QUANTO A HOMOFOBIA”, 

DIZ RENATO JANINE.


Resultado de imagem para educação e corrupção

No dia 17 de março de 2014, foi deflagrada a primeira fase da Operação Lava Jato. Desde então, ela já chegou até a 45ª fase, entre críticas e honras, com 165 condenações e a descoberta de desvios que podem chegar a 10 bilhões de reais. Nesses três anos e meio, os noticiários foram inundados de reportagem sobre a prisão de políticos, empresários e doleiros, o que trouxe um efeito colateral ao país. A população aumentou seu ódio pela política e alimenta uma sensação de impotência e fracasso, num círculo vicioso que deixou a sociedade dividida e paralisada.